Sacolinhas plásticas são proibidas a partir de 25 de janeiro em supermercados Paulistas.
As opções passam a ser as bolsas retornáveis, caixas de papelão ou carrinhos com bolsa.
A orientação dada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) é que as redes ofereçam ao menos um tipo de sacola a preço de custo. Existem também outras opções: carrinhos com bolsas adaptadas, caixas de plástico dobrável, caixas de papelão e as sacolas biodegradáveis (chamadas também de biocompostáveis). Em todos os supermercados havia caixas de papelão gratuitas à disposição dos clientes, e também sacolas biocompostáveis - vendidas a R$ 0,19, em média. O objetivo é fazer com que os consumidores mudem o hábito e substituam o plástico, vilão do meio ambiente, pela sacola de pano e não pela similar biodegradável.
O Projeto de Lei 496/2007 foi aprovado em Maio de 2011 e proíbe a distribuição e venda de sacolas plásticas no comércio da capital paulista a partir de 1º de janeiro de 2012. Na votação foram 31 votos a favor, 5 contra e 12 abstenções.
Os estabelecimentos comerciais terão que dar fim às sacolas plásticas e incentivar o uso de similares retornáveis ou de material resistente. Durante este período, terão de exibir placas informativas, de 40 centímetros por 40 centímetros, com os dizeres "Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis".
Além de mudar a rotina dos supermercados, é uma iniciativa que também afetará as empresas fabricantes e distribuidoras de sacolas para supermercados.
O descumprimento da lei implicará multa de 50 reais a 50 milhões de reais. A fiscalização será feita pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.
Dados da Secretaria Estadual do Meio Ambiente indicam que são produzidas no país 210 mil toneladas anuais de plástico filme - a matéria-prima da sacolinha. Nos aterros, sua decomposição leva 100 anos. Já a sacola biodegradável, segundo a secretaria, se desfaz em dois anos em aterro e em até 180 dias em usina de compostagem.















