Governador do Rio de Janeiro, a pedido de deputados da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, liberou a transferência de 17 Policiais Militares e 9 Bombeiros presos por greve, de Bangu 1 para quartéis da PM.
A remoção foi uma das reivindicações apresentadas aos parlamentares pelas mulheres dos militares que foram presos por incitação à greve e crime de desobediência serão transferidos para quartéis da PM.
De acordo com o presidente da comissão, deputado Mendonça Prado (DEM-SE), o governador Sérgio Cabral só concordou com a transferência depois de uma série de medidas articuladas pelos deputados.
Entre elas, ações jurídicas com o objetivo principal de provocar o Poder Judiciário, o presidente da Câmara dos Deputados e a formação de uma comissão externa da Câmara dos Deputados para a apuração dos fatos.
Segundo o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), que esteve em Bangu 1, na última segunda-feira, a prisão dos líderes grevistas foi arbitrária e desrespeitou os direitos humanos. "Um PM que delinque ou que é acusado de algum assassinato, de um achaque ou de formação de milícias não vai para Bangu 1. E esses, em uma greve que, na verdade, teve muito pouca força, foram imediata e arbitrariamente não apenas presos, mas jogados lá. O diretor do presídio disse: 'Eu tive que tirar presos de alta periculosidade daqui – para alegria deles, que saíram de um regime disciplinar forte – para colocar colegas (policiais)'", ressaltou Alencar.
Além dos presos em Bangu 1, há dezenas de outros PMs e bombeiros em prisão administrativa. A OAB e a Defensoria Pública do Rio também foram mobilizadas em busca de habeas corpus para a soltura definitiva dos presos.
Charlene Soares, com informações da Agência Câmara















